Pular para o conteúdo principal

anatomia ultrassonográfica do baço



O baço é um órgão importante e nem sempre fácil de ser localizado. Em gatos ele se localiza no quadrante superior esquerdo do abdômen bem próximo à musculatura abdominal. Trata-se de uma imagem de ecogenicidade inferior à córtex renal, que segue do estômago até o local entre o rim esquerdo e a bexiga.
No gato a mensuração do tamanho, apesar de não muito específica, deve ser feita no corpo do baço, no sentido ventro-dorsal, e não cranio-caudal como do cão.
Neste caso a imagem é da cabeça do baço, que forma uma imagem semelhante à uma foice na tela do ultrassom. Essa é a aparência desejada, bem como a forma, a estrutura e a a localização: no triângulo entre a curvatura maior do estômago e a porção cranial do rim esquerdo. Para acompanhar o corpo do órgão em questão, deve seguir com o transdutor, sem pressioná-lo contra o abdômen do animal, em direção à bexiga.
É importante sempre avaliarmos o órgão por inteiro, nos atentando especialmente à cápsula que o envolve e a ecogenicidade, já que o tamanho não é mais específico, senão quando palpavelmente sensível.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Alterações esplênicas em cães

As alterações esplênicas em cães normalmente são avaliadas de maneira subjetiva pelo ultrassonografista, já que existe uma variação de porte do paciente bastante grande. Ao contrário da esplenomegalia em felinos, que pode ser observada pelo aumento longitudinal do órgão, esta afecção em cães é comumente constatada pelo aumento transversal do mesmo. 
Muitas são as causas da esplenomegalia, sendo importante destacar as hemoparasitoses, as parasitoses intestinais e epiteliais severas e as doenças endócrinas como hipotireoidismo, hiperadrenocorticismo e diabetes mellitus. 
Além do tamanho, o ultrassonografista deve estar atento à ecogenicidade esplênica, que de acordo com o macete "My Cat Loves Sunny Places" (M=medulla; C=cortex; L=liver - fígado; S=Spleen - baço; P=prostate) deve ser discretamente mais hiperecóica que o fígado e um pouco mais hiperecóica do que a camada cortical dos rins. 
Outro aspecto importante é a ecotextura deste órgão, saudavelmente homogênea e lisa, aco…

O fígado

Muito já comentamos sobre os rins, a bexiga, as afecções gastro-intestinais... Porém, o fígado permanece um assunto meio distante e pouco comentado. De maneira nenhuma isso se dá por falta de interesse ou possibilidades de avaliação, mas sim pela dificuldade que há de se obter um diagnóstico sequer próximo de preciso quando se trata deste grande órgão parenquimatoso. 
Fisiologicamente falando, o fígado é responsável por um sem-número de funções, dentre as quais podemos destacar a secreção de bile (o armazenamento é por conta da vesícula biliar); a estocagem de glicogênio; a síntese proteica; a produção de fatores de coagulação; a metabolização de algumas substâncias para transformá-las em algo útil ou menos nocivo ao organismo; a sintetização de colesterol; a barreira imunológica e a transformação de amônia em ureia. 
O grande desafio no diagnóstico das doenças hepáticas é que nem sempre as alterações imaginológicas são clássicas ou correspondem à realidade clínica e laboratorial do …

Líquido livre em cavidade abdominal

Muitas vezes o ultrassonografista se depara com líquido livre abdominal. Normalmente este é um motivo de grande preocupação clínica, pois pode representar várias afecções diferentes, inclusive as de ordem sistêmica.
Quando observado em cães, pode-se pensar em neoplasia abdominal, hipoproteinemia, peritonite, perfuração de órgãos quando há suspeita de corpo estranho, rompimento de bexiga, vasos ou órgãos parenquimatosos altamente irrigados como fígado e baço, afecções cardíacas, shunt portohepático, dentre outros.
Em gatos, as suspeitas recaem comumente em peritonite infecciosa felina (PIF), mas também podem representar as mesmas alterações dos cães. 
Gatos e cães altamente parasitados por ecto e endoparasitas cronicamente podem apresentar hipoproteinemia.
Uma centese ecoguiada desse líquido pode ser muito importante para o diagnóstico diferencial. Para isso, basta posicionar o paciente cooperativo em decúbito dorsal, encontrar a linha alba com o transdutor e localizar uma região afas…