quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

anatomia ultrassonográfica do fígado de um felino



Essa é a imagem de uma porção do fígado do paciente Nestor, um felino SRD macho de 6 anos de idade. O exame foi realizado devido a um achado bioquímico de aumento da ALT. O fígado estava perfeito (como vocês poderão observar em meu próximo post), e devo dizer que isso é um achado bastante comum entre os felinos domésticos; a ALT está aumentada, todos nos alardeamos, mas o exame clínico do paciente é normal e a imagem do fígado também, bem como dos outros órgãos abdominais, inclusive os rins. Isso é uma constatação pessoal, que talvez tenha uma explicação na quantidade de massa gorda do paciente, mas ainda não podemos ter certeza do por quê exato.

O foco dessa imagem se deu na vesícula biliar e a qualidade não ficou exatamente perfeita pois o paciente mexeu-se muito durante o exame. O próprio miado forte fazia os músculos abdominais contrairem-se, tirando a imagem do ponto correto.
Resolvi publica-la para demonstrar como nem sempre os felinos que apresentam ALT aumentada no exame laboratorial tem uma imagem de lesão hepática evidente. Havia me sido adiantado que o paciente estava com a clínica perfeita, coisa que sempre devemos levar em consideração na hora de realizarmos uma ultrassonografia.

A vesícula biliar, neste caso, apresenta-se como um círculo hipoecóico na parte superior direita da imagem, conforme indica a legenda.

Podemos observar com clareza as camadas de musculatura e gordura da parede abdominal logo acima.
Dificilmente encontraremos um gato doméstico com a vesícula vazia. Se observarmos o ducto biliar com muita facilidade, devemos sempre desconfiar de tríade felina, uma vez que os pacientes felinos demoram muito para demonstrar sinais de dor e doença debilitante, por isso a importância de investigarmos e estarmos atentos.

Apesar de não estar muito claro, o parênquima hepático era normal, sem alterações visíveis e, muito importante neste caso, sem pontos hiperecóicos ou hipoecóicos, sugerindo cicatrização, abscessos, contaminação infecciosa (...) ou lipidose, respectivamente. O contorno neste caso é  hiperecóico e facilmente observado, novamente devido à gordura abdominal.

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