quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

anatomia ultrassonográfica do rim de um felino



Esta foto, se pensarmos em termos de enfermidades e imagens de patologias, não tem nada de especial, porém, ao pensarmos no que esperamos ver em um animal saudável, ela se torna extremamente envolvente. Nela observamos o rim esquerdo em corte sagital (o rim esquerdo, aliás, é muito fácil de localizar em gatos, por isso sempre rende boas imagens praticamente didáticas, tanto do que é desejável quanto daquilo que não se gostaria de encontrar), facilitando a observação dos divertículos e da parte cortical e medular, além de uma pequena porção da pelve renal (pequenos pontos hiperecóicos onde os divertículos convergem). É importante lembrar que os felinos possuem os divertículos mais "dilatados" do que os canídeos, o que poderia causar certa estranheza em um médico acostumado com cães, pois neste caso sugereria dilatação e provável obstrução do ureter.
Também nesta imagem vê-se porque realizar uma ultrassonografia num gato é mais agradável. A quantidade de gordura abdominal faz com que todas as estruturas se destaquem, pois a gordura, sendo hiperecóica perante as ondas de som, produz o contraste ideal para todos os órgãos abdominais.
É interessante ver o efeito espelho que a nitidez deste exame causou. Se observarmos com cuidado, logo abaixo do rim, veremos uma círculo que segue as linhas do rim. Isso é o efeito espelho, causado por intereferência às ondas sonoras e deve estar sempre presente em nossas mentes para que não confundamos com uma massa ou formação anormal. Para tirar a dúvida, passe o transdutor/probe no abdômen de forma a tentar tirar o rim (ou outro órgão) do caminho. Se seu aparelho tiver doopler colorido, ainda melhor, pois pode-se verificar se há circulação presente neste ponto suspeito ou não.

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