quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Estruturas hiperecóicas no fígado de um felino





Esse paciente havia sido submetido a um procedimento cirúrgico havia alguns dias atrás e foi encaminhado ao ultrassom devido a episódios esparsos de êmese. O que foi observado foram pequenas estruturas de formato ligeiramente arredondado no parênquima hepático próximas à vesícula biliar. Não havia uma causa específica, porém, as mesmas haviam sido  localizadas na dita cirurgia e avaliadas microscopicamente, sendo o resultado compatível com processo cicatricial. Seriam essas fibroses decorrentes de uma lesão química, de algum parasita? Por enquanto o caso permanecerá um mistério.

Observe o efeito espelho causado pela proximidade com o diafragma na primeira figura.

4 comentários:

  1. Argh.. acabou de sumir o comentário que eu tentei fazer! Bom, eu tinha falado sobre o efeito espelho, coisa que eu desconhecia! =) já sobre a estrutura hiperecóica, fico curiosa!
    bjs

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  2. Legal saber que você aprendeu algo novo por aqui :D
    Essas estruturas hiperecóicas são muito estranhas e mais estranho ainda é o paciente não ter nenhum sintoma hepático.

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  3. Olá, também sou médica veterinária, atuo no RJ. Acho muito interessante a ultrassonografia, e gostaria de aproveitar sua experiência... há alguma imagem específica, única no exame de um cão, que nos sugestione cinomose ou leptospirose?
    Grata, Gisele Louise

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  4. Oi Gisele!
    No caso do cão, uma imagem altamente sugestiva de leptospirose é o "sinal da medula" no(s) rim(ns). Ele se caracteriza por uma linha bastante hiperecóica separando a camada cortical da medular, bem no limite onde as duas se tocam. Creio que tenho uma imagem dessas, que no caso se tratava de displasia renal; vou postá-la em breve para que fique mais elucidativo. Isso já mostra que existe um diagnóstico diferencial para esse "sinal da medula", mas o acompanhamento clínico deve tirar a dúvida.
    Particularmente não sei de nenhum sinal específico para cinomose no ultrassom, senão alguns genéricos como aumento da motilidade intestinal de forma radical, espessamento da camada submucosa do intestino, ausência de conteúdo intestinal (...); porém, tudo isso também pode indicar DII ou outra virose intestinal, que normalmente também vem acompanhada de aumento esplênico.
    Abraços!

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