domingo, 13 de março de 2011

Espessamento parietal de bexiga e alteração uterina em uma cadela



As alterações relacionadas com o trato reprodutivo são comumente encontradas em cadelas não-esterilizadas. Normalmente a paciente vem à clínica com a queixa dos proprietários de que está apresentando febre, apatia, hiporrexia ou anorexia e, muitas vezes, diarréia e vômito. 

Sinais naturalmente inespecíficos até o momento em que o clínico pergunta sobre sua capacidade reprodutiva; ao receber do proprietário a resposta de que a paciente não passou por uma ovariohisterectomia, a primeira reação é palpar o abdômen inferior. Sentindo a sensibilidade da paciente, logo a encaminha para um exame de ultrassom, onde provavelmente a imagem que se verá será a acima: útero com conteúdo difuso e aparentemente purulento acompanhado de espessamento severo da camada de células transitórias da bexiga. 
Nesse momento duas suspeitas devem passar pela cabeça do ultrassonografista, sendo a principal delas a piometra; em segundo lugar pensa-se em alguma alteração neoplásica. Como a bexiga urinária e o útero ficam em contato direto, é difícil determinar qual dos dois órgãos iniciou a alteração. 

No caso específico dessa paciente, já idosa e com pequenos nódulos mamários, a suspeita maior recai sobre o útero, já que provavelmente tais nódulos são decorrentes de uma metástase uterina.

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