Pular para o conteúdo principal

Edema renal subcapsular em um gato





Os gatos parecem ter uma tendência particular de desenvolvimento de linfomas de origens diversas.

Uma das características imaginológicas mais características de linfoma renal é o edema subcapsular, como observado nessas figuras. Se acompanhada de espessamento concêntrico da camada cortical, é possível também observar alterações bioquímicas como aumento da uréia e da creatinina comuns na insuficiência renal.

Outra doença que também produz esse sinal é a peritonite infecciosa felina. A PIF normalmente é acompanhada de aumento das proteínas totais e frações, particularmente da globulina.

Doenças virais como a FIV (Feline Immunodeficiency Virus) e a FelV (Feline Leuchemia Virus) e até certas doenças endócrinas como o hiperadrenocorticismo podem causar edema renal subcapsular, porém em casos isolados e menos frequentemente observados.

Comentários

  1. neste caso, quais outras alterações ultrassonográficas foram observadas? :)

    ResponderExcluir
  2. oi mariana,
    neste caso o que se vê é o aumento da ecogenicidade da cápsula renal e a presença de uma "borda" hipoecóica logo abaixo dela, formando um halo ao redor da camada cortical do rim. é especialmente evidente na primeira imagem.
    espero que eu tenha esclarecido sua dúvida.
    abraços!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Alterações esplênicas em cães

As alterações esplênicas em cães normalmente são avaliadas de maneira subjetiva pelo ultrassonografista, já que existe uma variação de porte do paciente bastante grande. Ao contrário da esplenomegalia em felinos, que pode ser observada pelo aumento longitudinal do órgão, esta afecção em cães é comumente constatada pelo aumento transversal do mesmo. 
Muitas são as causas da esplenomegalia, sendo importante destacar as hemoparasitoses, as parasitoses intestinais e epiteliais severas e as doenças endócrinas como hipotireoidismo, hiperadrenocorticismo e diabetes mellitus. 
Além do tamanho, o ultrassonografista deve estar atento à ecogenicidade esplênica, que de acordo com o macete "My Cat Loves Sunny Places" (M=medulla; C=cortex; L=liver - fígado; S=Spleen - baço; P=prostate) deve ser discretamente mais hiperecóica que o fígado e um pouco mais hiperecóica do que a camada cortical dos rins. 
Outro aspecto importante é a ecotextura deste órgão, saudavelmente homogênea e lisa, aco…

O fígado

Muito já comentamos sobre os rins, a bexiga, as afecções gastro-intestinais... Porém, o fígado permanece um assunto meio distante e pouco comentado. De maneira nenhuma isso se dá por falta de interesse ou possibilidades de avaliação, mas sim pela dificuldade que há de se obter um diagnóstico sequer próximo de preciso quando se trata deste grande órgão parenquimatoso. 
Fisiologicamente falando, o fígado é responsável por um sem-número de funções, dentre as quais podemos destacar a secreção de bile (o armazenamento é por conta da vesícula biliar); a estocagem de glicogênio; a síntese proteica; a produção de fatores de coagulação; a metabolização de algumas substâncias para transformá-las em algo útil ou menos nocivo ao organismo; a sintetização de colesterol; a barreira imunológica e a transformação de amônia em ureia. 
O grande desafio no diagnóstico das doenças hepáticas é que nem sempre as alterações imaginológicas são clássicas ou correspondem à realidade clínica e laboratorial do …

Líquido livre em cavidade abdominal

Muitas vezes o ultrassonografista se depara com líquido livre abdominal. Normalmente este é um motivo de grande preocupação clínica, pois pode representar várias afecções diferentes, inclusive as de ordem sistêmica.
Quando observado em cães, pode-se pensar em neoplasia abdominal, hipoproteinemia, peritonite, perfuração de órgãos quando há suspeita de corpo estranho, rompimento de bexiga, vasos ou órgãos parenquimatosos altamente irrigados como fígado e baço, afecções cardíacas, shunt portohepático, dentre outros.
Em gatos, as suspeitas recaem comumente em peritonite infecciosa felina (PIF), mas também podem representar as mesmas alterações dos cães. 
Gatos e cães altamente parasitados por ecto e endoparasitas cronicamente podem apresentar hipoproteinemia.
Uma centese ecoguiada desse líquido pode ser muito importante para o diagnóstico diferencial. Para isso, basta posicionar o paciente cooperativo em decúbito dorsal, encontrar a linha alba com o transdutor e localizar uma região afas…