Pular para o conteúdo principal

Laudo ultrassonográfico gestacional


LAUDO DE ULTRASSONOGRAFIA VETERINÁRIA GESTACIONAL – Exame realizado dia xx de (mês) de 20xx

Paciente: ----- Espécie: Felina/Canina  Raça: ----  Sexo: Feminino Cor: ------ Idade: ----
Proprietário:                                                                               Telefone:
Requisitante – consultório/clínica/hospital: Dra ----- – Clínica

Descrição imaginológica macroscópica:

- Fetos: Formação óssea completa. Visualização de alças intestinais com motilidade em todos os fetos. Contornos renais definidos com presença de diferenciação córtico-medular. Quatro câmaras cardíacas visíveis. Parênquima pulmonar hiperecóico em relação ao parênquima hepático.
- Batimentos cardíacos: Média de 190 BPM.
- Medida cranial: Transversal de xx mm (feto maior).
- Medida abdominal: xx mm (região tóraco-lombar de feto maior)
- Quantidade aproximada de fetos: Seis ou mais.  
- Presença de pouca quantidade de líquido amniótico envolvendo todos os fetos observados.
- Não havia sinais evidentes de efusão abdominal na gestante neste exame.
- Os demais órgãos, glândulas e estruturas intrabdominais maternais não apresentaram alterações visíveis neste exame.

Sugestões de diagnóstico:
- As imagens sugerem idade gestacional de aproximadamente 50-55 dias, sendo os fetos de desenvolvimento compatível.
- É importante lembrar que as doenças são acometimentos dinâmicos que tendem a progredir ou regredir, sendo necessário um acompanhamento clínico cuidadoso e a realização de uma correlação entre os sinais clínicos, hematológicos e bioquímicos do paciente para um diagnóstico definitivo preciso. O intervalo de parto entre um feto e outro não deverá ultrapassar o período corrido de duas horas; caso isso ocorra, a gestante e os filhotes já paridos deverão ser encaminhados imediatamente para um médico veterinário de confiança com a consciência de que sempre há a possibilidade de realização de cesareana.
- Recomenda-se acompanhamento clínico do caso. 

Comentários

  1. Olá Fernanda!Sou médica veterinária também, mas atuo na clínica de equinos.Gostaria de saber se você tem modelo de laudo ultrassonográfico da parte locomotora (tendões e ligamentos) de equinos.
    Obrigada
    Carla

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Carla!

      Obrigada por sua visita e participação!

      Infelizmente não trabalho com ultrassonografia de sistema locomotor de equinos... por isso, não tenho nenhum modelo pronto. Podemos discutir a elaboração de um laudo via e-mail se quiser. fernanda.vet@hotmail.com

      Abraços,

      Excluir
    2. Muito obrigada Fernanda!!!E-mail anotado! :) ;)

      Excluir
  2. Esse post me ajudou muito!!
    Obrigada!

    ResponderExcluir
  3. Sera que você poderia me ajudar com umas duvidas de US gestacional?
    :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que bom que ajudou Naoko. Por favor me mande suas dúvidas via e-mail: fernanda.vet@hotmail.com

      Excluir
  4. Oi, Fernanda!
    Mandarei um email sim. :)
    Alias, meu nome eh Natasha, só para me identificar mesmo.

    ResponderExcluir
  5. Boa tarde...eu gostaria de ver foto dessa ultra..vc poderia me enviar por email com o laudo? Agradeço desde ja
    brunamarquesnatalicio@hotmail.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Boa tarde Bruna

      Essa postagem não possui imagens específicas de um caso pois não se trata de um laudo individual, mas sim de um modelo.

      Atualmente já uso um "espelho" diferente. Caso você tenha interesse em trocar ideias sobre laudos, pode me mandar um seu que eu ajudo a revisar em fernanda.vet@hotmail.com

      Abraços!

      Excluir
    2. Boa tarde, vc tem algum outro espelho ? Obrigada, Carla

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Alterações esplênicas em cães

As alterações esplênicas em cães normalmente são avaliadas de maneira subjetiva pelo ultrassonografista, já que existe uma variação de porte do paciente bastante grande. Ao contrário da esplenomegalia em felinos, que pode ser observada pelo aumento longitudinal do órgão, esta afecção em cães é comumente constatada pelo aumento transversal do mesmo.  Muitas são as causas da esplenomegalia, sendo importante destacar as hemoparasitoses, as parasitoses intestinais e epiteliais severas e as doenças endócrinas como hipotireoidismo, hiperadrenocorticismo e diabetes mellitus.  Além do tamanho, o ultrassonografista deve estar atento à ecogenicidade esplênica, que de acordo com o macete "My Cat Loves Sunny Places" (M=medulla; C=cortex; L=liver - fígado; S=Spleen - baço; P=prostate) deve ser discretamente mais hiperecóica que o fígado e um pouco mais hiperecóica do que a camada cortical dos rins.  Outro aspecto importante é a ecotextura deste órgão, sauda

Piometra de coto uterino - algumas apresentações

As imagens acima foram obtidas em exames ultrassonográficos diferentes de algumas pacientes da espécie canina; elas representam algumas formas de apresentação da afecção infecciosa de coto uterino. Note os tamanhos variados de coto, a quantidade e as ecogenicidade e ecotextura variadas.  Esse é um quadro mais comumente observado em paciente da espécie canina e normalmente os sinais aparecem poucos dias após a ovariosalpingohisterectomia (OSH). A explicação para esse acometimento para estar na frouxidão do miometro previamente dilatado pela gravidez, piometra ou cio, combinada ao excesso de tecido uterino deixado pelo cirurgião. A existência prévia de piometra não é um fator totalmente predisponente à formação de piometra de coto uterino, porém pode ser um agravante.

Sinais de pancretite em um gato

O pâncreas é uma glândula de difícil observação, identificação e até mesmo de diagnóstico preciso, já que a dosagem de enzimas pancreáticas como a lipase são pouco ou nada realizadas no Brasil. Temos, porém, alguns indícios característicos que nos levam a crer se tratar de um caso de pancreatite. Em cães, podemos observar a ventroflexão do paciente e a extrama sensibilidade do mesmo à palpação abdominal; em gatos pode-se considerar o vômito agudo e a presença ou não de sensibilidade na região pancreática. Logo vê-se que gatos não apresentam sinais clinicos tão clássicos como o cão, o que torna a realização de uma ultrassonografia abdominal bastante importante e útil no diagnóstico dessa alteração. Com o transdutor correto e boas noções de anatomia é possível visualizar a região pancreática, quando alterada, logo caudalmente ao duodeno. Em casos de pancreatite aguda, observa-se diminuição da ecogenicidade do local, como na imagem acima. Em casos de pancreatite crônica, pode haver u